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Musée de la Romanité – Museografia

França - Nîmes 2012 › 2018
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Uma museografia coerente com a arquitetura do edifício

Na continuidade da proposta arquitetural global, a divisão espacial das salas de exposição foi organizada em torno da reconstituição do frontão do Santuário da Fonte, instalada no átrio situado na rua interior que conecta o pátio das Arenas ao jardim arqueológico. Essa rua interior é visível de todos os andares e cria uma abertura visual capaz de unificar todos os espaços do museu. Aproximadamente 5.000 peças são apresentadas de acordo com um percurso cronológico e temático estruturado em grandes períodos que vão do século 7 a.C. até a Idade Média e ao legado romano para o século 19. A arquitetura interior completa e acompanha a arquitetura do edifício. Durante todo o percurso ascendente, a museografia é aberta, numa busca pela dessacralização do museu e da cultura. Os percursos constituem passeio urbanos de interior, pracinhas, ruas (espaços de circulação), elementos construídos (volumes, mobiliário de exposição, espaços semi-abertos, etc.), fazendo com que o espaço urbano suba até os andares mais altos do museu. Essa abordagem museográfica traz a cidade para o coração do museu e destaca a ideia de ausência de fronteiras entre interior e exterior, ideia acentuada pelas aberturas feitas na fachada que revelam e oferecem novos pontos de vista dévoilent et offrent des cadrages sur la ville.

O jardim arqueológico

Organizado em torno da muralha romana e de outros vestígios, o jardim arqueológico é pensado como um “museu vegetal”. Todos os traços da História hoje são acessíveis gratuitamente a todos os visitantes e passantes. Esse espaço vegetal público de 3.500 m² imaginado por Régis Guignard se estrutura em três camadas que correspondem aos grandes períodos – gaulês, romano e  medieval – do percurso de visita do museu, enriquecendo e completando assim a proposta e o conteúdo científico do museu. Totalmente aberto, o jardim é parte integrante do tecido urbano circundante: os acessos que conectam a rua Ducros à rua da République permitem atravessá-lo como um espaço público. Ele constitui um espaço de passagem e de encontros, criando um novo lugar para a convivialidade urbana.

Tecnologias inovadoras

A integração de dispositivos multimídia de ponta no percurso museográfico foi balanceada. Algumas reconstituições sutis e dispositivos multimídia pontuam o percurso e ajudam a conhecer e a entender melhor a civilização romana. Caixas brancas luminosas, chamadas “caixas do saber”, abrem as três seções cronológicas do percurso. Esse procedimento, criado por Elizabeth de Portzamparc, serve de introdução às diferentes sequências: mapas, linhas do tempo e telas apresentam e contextualizam os períodos apresentados. Suportes multimídia como visitas virtuais, animações gráficas e mapas permitem assimilar melhor o contexto das coleções. Os dispositivos de realidade aumentada, as panorâmicas interativas a 180° ou ainda o muro de imagens interativo são feitos para projetar os visitantes dentro da realidade dos homens da Antiguidade, para compreender a evolução do seu conhecimento e as obras-primas que produziram.

Concurso, projeto vencedor

PROGRAMA

Urbanização do îlot Grill. Construção do Musée de la Romanité e do jardim arqueológico. Museografia.

CLIENTE

Cidade de Nîmes

ARQUITETA

Elizabeth de Portzamparc