Casa Jardim, Rio de Janeiro, Brasil ©2Portzamparc - Elizabeth de Portzamparc arquiteta

Biografia

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Elizabeth de Portzamparc é arquiteta e socióloga. Ainda muito jovem, fundou e dirigiu o Ateliê de Urbanismo Participativo da cidade de Antony, na França, e concentrou-se em particular nas diferentes utilizações dos edifícios e da cidade, mas também na identidade e particularidades do lugar. A sua convicção é que a qualidade de uma cidade depende da diversidade dos seus espaços urbanos, o que lhe permite ser habitada, nos diversos sentidos da palavra. Para ela, os diferentes locais e o ambiente devem encorajar uma variedade de utilizações, sejam elas individuais ou colectivas, privadas ou públicas. Ela criou então a noção de uma hierarquia de intimidade, um princípio de concepção que se aplica a todos os níveis da cidade, desde a rua até a metrópole.

O conjunto do seu trabalho e as suas teorias ilustram o que ela descreve como “arquitectura de conexões”. Essa visão na qual se baseia seu trabalho expressa uma ideia fundamental: o arquiteto deve levar em conta a totalidade das conexões que um projeto estabelece com o seu contexto físico e cultural. Para Elizabeth de Portzamparc, a cidade só pode se tornar verdadeiramente sustentável se forem considerados simultaneamente todos esses elementos. É isso também que torna o seu trabalho único. Particularmente consciente das questões ambientais, em 2008 ela criou dentro da sua agência o Ateliê de urbanismo sustentável, com uma equipe multidisciplinar que inclui sociólogos e antropólogos que participam no desenvolvimento dos seus projectos experimentais.

Elizabeth é responsável por uma das cinco estações emblemáticas da Grand Paris, a estação de Le Bourget, bem como pela grande Biblioteca do Campus Condorcet e a torre Taichung Intelligence Operation Center em Taiwan. Símbolo da cidade de Taichung, esta será a primeira torre de quarta geração, concebida como uma cidade, um verdadeiro bairro vertical. Além desses projetos, podemos também citar o Palácio das Ciências de Pudong que abrirá em 2021, uma instalação emblemática do futuro “Vale do Silício” chinês de Xangai. O seu Musée de la Romanité em Nîmes, inaugurado em 2018, recebeu o prêmio “Patrimônio Mundial do Futuro” em 2018 e foi classificado pela revista Architectural Digest como um dos mais importantes museus construídos no mundo desde 1950.